Janeiro pra mim é o mês mais chato do ano, não tenho absolutamente nada pra fazer e pra melhorar as coisas eu estou sem meu PC, eu não consigo escrever sem minha privacidade... (choro).
Mas com um esforço noturno eu tento trazer algo pra distrair um pouco, externalizar (está correto) minha falta de coisas pra fazer.
Ultimamente o que eu mais tenho feito mesmo é ler e tocar teclado, e estou lendo um livro incomum a maioria dos meus amiguinhos, chama-se "Uma breve história do infinito - Dos paradoxos de Zenão ao universo quântico" onde o autor trata do carater histórico da infinidade levando em conta os pensamentos filosóficos e descobertas científicas contribuíram para o esclarecimento do infinito pra humanidade. É um livro pequeno, cerca de duzentas paginas, mas eu estou tendo um trabalho maior para lê-lo por causa do seu carater histórico-científico, mas mesmo assim me dou a liberdade de falar um pouquinho sobre a infinidade.
Zenão de Eléia nos diz que o movimento é impossível. Em um dos seus paradoxos ele diz que para transpor uma distância x primeiro é necessário transpor a metade dessa distância, mas para transpor x/2 é necessário caminhar ate x/4 primeiro, mas para andar x/4 é necessário ultrapassar a marca x/8 e assim por diante tornando o movimento impossível por ser impossível completar um número infinito de atos em um tempo finito. É ÓBVIO QUE O MOVIMENTO É POSSÍVEL, eu acabei de caminhar do meu computador ate a garrafa de café! Mas o que Zenão prova é que um número infinito de atos não pode ser completo num tempo finito. E o universo, é finito ou infinito? Se for finito... Tem alguma coisa depois dele? Onde ele termina? E se for infinito?O que tem depois de até onde agente conhece, ou seja, 15 bilhões de anos luz? Eu gosto de acreditar num universo infinito pela explicação da força gravitacional que Newton dá: sendo o universo finito toda força gravitacional se concentraria no seu centro, um corpo em sua borda experimentaria força gravitacional quase nula para fora e uma força muito grande para o centro, isso atrairia o corpo; Sendo ele infinito e os corpos estivessem distribuidos uniformemente no espaço essas forças seriam parecidas e se anulariam. Mas segundo autor o argumento é errêneo.
E quanto ao tempo, o universo existe por um tempo infinito? E vai existir por um tempo infinito? e números como o π? São infinitos? Pelo que li desse livro, até onde li, pouco se responde sobre a natureza infinita do universo e do tempo, especula-se muita coisa mas quase nada se responde e tudo se refuta com outra teoria. Já na matemática o infinito é tratado com muito mais rigor e naturalidade do que na época de Newton, com os conceitos de limites e derivadas bem mais aperfeiçoados e definições mais sólídas para o infinitamente pequeno e infinitamente grande.
Mas lembro-me de uma conversa que escutei em um dos corredores do CEFET, alunos tratando sobre o conceito de infinito, discutindo feio como é normal naquele lugar, e uma caríssima professora de matemática chega com uma pergunta que cala o grupo: "Vocês acham que o infinito é muita coisa?!". Quem sabe ainda não descobriremos que o infinito não seja nada. É isso mesmo, nada. Tem coisas que não se pode explicar demais, as vezes por que essas coisas não tem explicação. É como o amor. Tive uma conversa com minha namorada esses dias sobre isso. É meio dificil explicar o amor, mas é facil achar uma definição, desde livros de biologia, neurociência até a Biblia você pode encontrar uma resposta pro que é amor, mas não existe uma definição sólida para ele, algo que eu vá receber de qualquer um quando eu perguntar "O que é amor?". Imagino que o amor e o infinito compartilham a mesma natureza do inexplicável. Todos acham alguma coisa sobre o carater infinito das coisas e a infinidade pura, mas ninguem o defini como se define na física que força é igual a massa do corpo vezes a sua aceleração.
Chega de opniões sobre o infito, antes que esse texto se torne infinitamente grande e sem sentido. Um pouquinho da minha tentativa poética abaixo segue. Tenham bons dias amiguinhos, até a próxima. =D
Nada
Tem momentos que não tenho nada a dizer.
Não digo nada.
Não digo nada.
Tem dias que eu não tenho nada a pensar.
Simplesmente não penso.
Horas eu não tenho pra onde olhar.
Fecho meus olhos.
Vezes não tenho o que fazer.
Deito no sofá.
Simplesmente não penso.
Horas eu não tenho pra onde olhar.
Fecho meus olhos.
Vezes não tenho o que fazer.
Deito no sofá.
Ninguém para falar ou me escutar.
Falo sozinho.
E assim o tempo passa,
Falo sozinho.
E assim o tempo passa,
infinitamente na sua infinidade do nada.
Por que o que é o infinito senão o nada?
Muito complexo pra minha cabecinha loira.. ahuauhauhuauha
ResponderExcluirPensar mto nisso enlouquece, cuidado! uhahuahu
Mas eu gostei da poesia ^^
Que nada, as vezes o infinito é algo tão simples que não compreendemos por que queremos alcançar algo grande demais, e quanto as recomendações bia, muito obrigado, mas você sabe que não adiantam mais, meu caso de loucura já é gravíssimo kkkkkkkkkk'
ResponderExcluirMe empresta o livro? Ahsuhaushaushuahsuas
ResponderExcluirkkkkkkkkkk' se devolver rápido
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